terça-feira, 13 de janeiro de 2009

RELACIONAMENTOS DIFÍCEIS

O que fazer quando se chega a um impasse num relacionamento?

Quando há deficiência de comunicação ou mesmo total ausência dela, a tendência é nos desesperarmos, nos irritarmos ou como se diz na linguagem popular, entregar a Deus, ou seja, rezar pedindo interferência divina.
Há problemas em nossas vidas, que não são tão graves, mas se constituem num impasse entre duas ou mais pessoas ou entre grupos. Quando isso acontece, cria-se uma resistência entre as partes gerando atritos e má-vontade. Nesse caso , ou uma das duas muda de idéia; ou não muda, mas, aceita a idéia do outro e se submete, ou há uma ruptura no relacionamento.
Ás vezes devemos seguir a maioria, dizem que é mais fácil, pois, seguindo a maioria, não há sofrimento, não há pressão. Mas quem disse que a maioria está certa? Em todas as fases da história da humanidade, provou-se que a maioria sempre fez julgamentos errados recusando-se a aceitar verdades, novas descobertas, novos pontos de vista, mais tarde tidos como naturais e inquestionáveis, claro que por desconhecimento e medo de mudanças e principalmente devido a uma fé cega e dogmática.
A história mostra, que em todos os tempos as verdades aceitas como absolutas, foram abaladas, questionadas, adptadas, revistas, complementadas e até mesmo mudadas. Nada pode ser considerado verdade absoluta, porque passa um tempo, e novos postulados se agregam à tese inicial. Não só na ciência os conceitos devem ser revisados, mas em todos os setores de nossas vidas. A ciência não conseguiu resolver todos os problemas dentro de uma visão estreita e materialista, por isso vem se aliando a novos conceitos, buscando respostas de fontes mais sutis. Nesse ínterim, uma chuva de informações e teorias foram surgindo de todos os lados, ampliando horizontes e dando novas esperanças a uma humanidade descrente, à beira do caos social.
O conceito de que somos nós que determinamos nosso destino e de que as ações de cada um de nós contribui para o todo, para o bem ou para o mal, dependendo da qualidade das ações, fez-nos entender a quota de responsabilidade de cada um. Isso me fez pensar e pesquisando aqui e ali, encontrei nisso bases para entender o pecado hereditário de que tanto falam as Igrejas, que não são nada mais nada menos, do que nossas próprias ações do passado, vindo nos alcançar nesta vida para o bem ou para o mal, depende de nossa regeneração. Ou seja nós herdamos de nós mesmos e não de nossos pais. O modo como vivemos numa vida gera créditos (pelos acertos e atitudes boas) e débitos( pelos erros que cometemos e más ações).
Para termos créditos, devemos procurar sermos inofensivos não só às outras pessoas, mas à natureza de uma maneira geral à vida; além disso seguir a consciência do bem em nossos pensamentos, sentimentos e ações, procurando sempre dar mais do que receber, na medida do possível.
Mas nós também nos endividamos e, muito. Toda vez que não seguimos os conselhos iluminados de Jesus, toda vez que deixamos nosso egoísmo falar mais alto, toda vez que colocamos as coisas materiais antes da amizade, do amor, da convivência pacífica.
A melhor maneira de nos ajudarmos, é fazendo uma reflexão de quando em quando, em cima dos dez mandamentos de Moisés e sob esta luz, ter a flexibilidade e atitude necessárias, pra mudar os caminhos que devem ser mudados e aceitar os caminhos obrigatórios, que são o resgate do nosso pecado hereditário, que viemos resgatar nessa vida.Devemos aceitar a dor de certos resgates, pois é o caminho mais fácil de resgate, quem não aprende por bem, acaba sofrendo muito, pois é colocado em situações de confronto, que podem provocar muita dor, para dar um choque na personalidade, sintonizando-a numa nova frequência, onde aprenderá a maneira certa de agir. Se fecharmos os olhos com medo de mudar de atitude para não arriscar nossa segurança nessa vida, estaremos prorrogando o resgate para outras vidas indefinidamente principalmente se nos endividarmos mais .
Deus têm paciência e nos dá o tempo necessário, as vidas necessárias, as condições necessárias e ainda opções de escolha, mas, se não levarmos a sério, ficaremos nos endividando eternamente e o que é pior sofrendo e talvez longe dos que amamos, pois, que nem todo mundo está no mesmo estágio de aprendizagem.
Há certas situações em nossas vidas em que não sabemos como agir, pessoas nos colocam em xeque-mate o tempo todo e quase sempre não concordamos com o modo delas levarem a vida, e não aceitamos a sua maneira de viver, de sentir, de fazer as coisas, pois seus valores não batem com os nossos. Nestes casos, segundo Joseph Murphy "devemos agir com polidez", e segundo ele mesmo,"agir com polidez é fazer a coisa mais bondosa possível, de maneira generosa. Para conseguir isso, devemos sempre lembrar não dizer - desta água eu não beberei.
Conta a lenda que alguns homens ao passarem por um poço no deserto, beberam água, deram aos animais, encheram seu oldres e como pensavam que não mais voltariam ali, sujaram toda a água do poço só para sacanear.
Aconteceu que algum tempo depois que saíram, ocorreu uma violenta tempestade de areia e eles ficaram dias perdidos e quando tudo passou, mortos de sede a procurar água, descobriram um poço, adivinha... o mesmo poço de antes. Então, compreenderam o mal que haviam feito a si mesmos.
Nesta estória, não só compreendemos que os resultados de nossas ações a nós retornam, ou seja colhemos o que plantamos, seja em pensamentos, sentimentos e ações, como compreendemos o valor da benevolência.
Ninguém está livre de problemas.Se hoje é um vizinho, um conhecido, amanhã podemos ser nós, nossos filhos, nossos parentes. etc. É pra isso que servem os problemas, para nos tornar mais humanos, mais sensíveis, nos ensinar a não julgar o próximo com juízo muito rigido, dessa maneira, também nós, são seremos julgados muito duramente quando errarmos.
Ao sermos bondosos e benevolentes com os problemas alheios, por nossa vez, encontraremos benevolência ao enfrentarmos os nossos.