domingo, 11 de janeiro de 2009

POESIAS ANTIGAS









POESIA EM HOMENAGEM PÓSTUMA À MINHA QUERIDA IRMÃ

ELVIRA CIESLAK FÁVARO


Não te recordas mãezinha, daquela tarde encantada,
quando o sol ia sumindo atrás da relva dourada?
Não te lembras mamãezinha, daquela velha mangueira,
onde vovó contava estórias de bruxas e feiticeiras?

Pois hoje eu sonhei, querida,
que aquela velha velha mangueira,
já não dava a sombra longa que chegava à cordilheira.
Sonhei que a mangueira amada em luta com um furacão,
tombara em meio ao campo, jazia morta no chão, e,
fiquei triste mãezinha, por saber que os passarinhos,
já não terão na mangueira, o paraiso dos ninhos.

sabe,eu.Cresci vendo minha irmã recitar esta poesia de um autor desconhecido por mim.